O Boticário decidiu transformar a nostalgia em estratégia com o lançamento da plataforma A Chefe dos Descontinuados, iniciativa proprietária criada para ouvir, interpretar e agir a partir dos pedidos recorrentes dos consumidores. A proposta dá novo significado a produtos que, mesmo fora de linha, nunca deixaram de existir na memória afetiva do público.
Nos últimos anos, fragrâncias e itens descontinuados seguiram sendo lembrados em comentários, publicações e conteúdos espontâneos nas redes sociais. Atenta a esse movimento, a marca estruturou um modelo contínuo de escuta ativa, capaz de transformar dados, sentimentos e sinais culturais em decisões reais de portfólio.

Criada pela agência SoWhat, a plataforma se apresenta por meio de uma personagem simbólica e misteriosa, a chamada “chefe”, que representa o processo estratégico por trás das escolhas. Mais do que um recurso criativo, a figura funciona como metáfora de um método que une análise, curadoria e desenvolvimento de produtos com base em demandas orgânicas da comunidade.
O primeiro grande retorno viabilizado pela iniciativa é a linha Dream, que volta ao portfólio após anos de pedidos insistentes dos consumidores. Originalmente lançada como uma coleção de body splashes que estimulava leveza e imaginação, a linha retorna nas versões Viagem Encantada, Céu de Baunilha e Amor no Ar, reforçando sua conexão sensorial e emocional com os fãs da marca.

Segundo Carolina Carrasco, diretora de Branding e Comunicação do Boticário, o objetivo não é tratar a nostalgia como algo pontual ou passageiro. Para ela, a plataforma simboliza um compromisso contínuo com uma comunidade que nunca deixou de se manifestar, transformando conversa, entretenimento e memória afetiva em decisões estratégicas de negócio.
Do ponto de vista criativo, a SoWhat explica que a lógica da Chefe dos Descontinuados é social-first. De acordo com Gui Zunttini, diretor de criação da agência, o foco está em monitorar sinais culturais, interpretar comportamentos e transformar pedidos reais em critérios objetivos de decisão, mantendo a personagem sem rosto para reforçar que o protagonismo está nas escolhas, não em quem as representa.

A estratégia também evidencia como o comportamento dos chamados Botilovers deixou de ser apenas um termômetro de engajamento para se tornar ponto de partida no desenvolvimento do portfólio. Comentários, menções e conteúdos espontâneos passam a ter peso direto na definição do que retorna às prateleiras.
Com uma execução integrada, a iniciativa envolve ações digitais, creators e ativações de conversa que estimulam lembranças, relatos e participação do público. O movimento reforça a ideia de que produtos icônicos podem ganhar novos capítulos quando marcas se dispõem a ouvir de forma estruturada.
Com A Chefe dos Descontinuados, o Boticário inaugura um modelo que vai além do resgate de sucessos do passado. A plataforma consolida uma estratégia contínua, na qual memória afetiva, dados culturais e escuta ativa se unem para guiar lançamentos futuros e fortalecer, ainda mais, o vínculo da marca com sua comunidade.



Gostaria que voltasse o Capricho Vintage. Além do perfume ser muito chic a embalagem é muito linda.