A Disney estuda uma mudança que pode transformar a forma como milhões de pessoas acessam o Disney+. Segundo informações publicadas pelo Business Insider, a empresa avalia internamente a criação de um plano gratuito com anúncios, permitindo que parte do catálogo da plataforma seja assistida sem a necessidade de uma assinatura paga. Embora a iniciativa ainda esteja em fase de discussão, a possibilidade já movimenta o mercado de streaming.
As conversas teriam ocorrido durante uma reunião interna liderada por Adam Smith, diretor de produtos e tecnologia da companhia. Na ocasião, o executivo mencionou a possibilidade de oferecer uma modalidade sem cobrança mensal como estratégia para atrair novos usuários e ampliar o alcance da plataforma, especialmente entre consumidores que hoje priorizam serviços gratuitos.
Até o momento, a Disney não confirmou oficialmente o projeto nem divulgou um cronograma para seu eventual lançamento. Também não há informações sobre quais filmes, séries ou produções poderiam fazer parte desse catálogo gratuito. Uma das possibilidades analisadas seria liberar apenas uma seleção de conteúdos, mantendo os principais lançamentos e benefícios exclusivos restritos aos planos pagos.

A estratégia acompanha uma mudança importante no comportamento dos consumidores. Com o aumento constante dos preços das assinaturas de streaming, cresce o número de pessoas que optam por plataformas sustentadas por publicidade. Dados da Nielsen mostram que os três maiores serviços gratuitos dos Estados Unidos responderam por 18,7% do tempo de exibição nas televisões em abril de 2026, avanço significativo em relação aos 12,7% registrados em abril de 2024.
O principal concorrente nessa disputa é o YouTube, que continua dominando o consumo de vídeos gratuitos, especialmente entre o público mais jovem. Outros serviços, como Tubi e The Roku Channel, ou aqui no Brasil, Pluto TV e Mercado Play, também vêm ampliando sua participação, mostrando que o modelo financiado por anúncios se consolidou como uma alternativa cada vez mais relevante para quem busca entretenimento sem comprometer o orçamento.

Caso o plano gratuito seja realmente lançado, o Disney+ poderá adotar um formato semelhante ao utilizado por diversas plataformas gratuitas: exibição de anúncios durante a reprodução, restrições de qualidade de imagem e acesso limitado a parte do catálogo. Ainda não está claro, porém, se a empresa pretende disponibilizar produções já existentes ou criar conteúdos exclusivos para essa modalidade.
A discussão acontece poucas semanas após o Disney+ promover um reajuste em seus preços no Brasil, tornando-se uma das plataformas de streaming mais caras do mercado nacional. Atualmente, o serviço oferece três modalidades de assinatura: o Plano com Anúncios, por R$ 29,90 por mês; o Plano Padrão, por R$ 49,90 mensais ou R$ 407,90 por ano; e o Plano Premium, que custa R$ 69,90 por mês ou R$ 587,90 anuais.

Além da possível assinatura gratuita, a empresa também vem investindo em novos formatos para aumentar o engajamento dentro do aplicativo. Entre as novidades já implementadas estão vídeos curtos em formato vertical, inspirados nas redes sociais, acompanhando uma tendência observada em outras plataformas de streaming, que buscam manter os usuários mais tempo conectados aos seus aplicativos.
Embora ainda não exista confirmação oficial, a criação de um Disney+ gratuito representaria uma das maiores mudanças da história da plataforma desde seu lançamento. Se o projeto sair do papel, a empresa poderá ampliar significativamente sua base de usuários e disputar espaço de forma mais direta com serviços gratuitos já consolidados, oferecendo uma nova opção para quem deseja acompanhar o universo Disney, Pixar, Marvel, Star Wars e National Geographic sem pagar uma mensalidade.



